Grandes artistas do sertanejo atual são adorados por uma parte da população. O que pouca gente sabe é que essa música sertaneja atual e os jovens artistas desse segmento só existem por causa de cantores que fizeram muito sucesso há vários anos atrás, lançando canções que enalteciam o homem do campo: suas aventuras e desventuras no amor e na vida.

Canções que contavam “causos”  pitorescos sobre a natureza, bois, cavalos e de um modo geral  sobre a vida, eram entoadas pelo Brasil afora. As alegrias e as tristezas do dia a dia no campo se tornaram ícones populares e até hoje permanecem no imaginário popular.

Antes mesmo do sertanejo universitário sequer existir, nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, metade Norte do Paraná, parte de Tocantins, parte do Mato Grosso e regiões como Sul de Minas , Rio de Janeiro e Triângulo Mineiro, as melhores músicas do sertanejo antigo dominavam as paradas com um conceito rural estilizado, com bota e chapéu de cowboy. O som da viola e da sanfona era o símbolo desse estilo. O conceito de se trabalhar e fazer a música em “duplas” era exclusivo dos antigos violeiros e várias dessas duplas fizeram muito sucesso no Brasil por muitos e muitos anos.

E assim surgiram tantos nomes…mas tantos nomes, que é difícil elencar todos eles. Mas alguns estão em qualquer lista que trate de enumerar as maiores duplas sertanejas que já existiram.

Tonico e Tinoco, que protagonizou vários filmes e imortalizou o “módão” Chico Mineiro. João Mineiro e Marciano, com a inesquecível Ainda Ontem Chorei de Saudade e também do clássico Fio de Cabelo. Tião Carreiro e Pardinho, que inventaram o pagode (diferente do pagode atual, que é próximo ao samba) e contaram e cantaram “causos” curiosos do mundo caipira como Boi Soberano, Pagode em Brasilia, O mineiro e o Italiano, e tantas outras.

Pena Branca e Xavantinho, Liu e Léu, Sulino e Marrueiro, Pedro Bento e Zé da Estrada, Léo Canhoto e Robertinho, nos idos dos anos 70, já eram mais “avançados” em relação aos primórdios

O Menino da Porteira” é um cururu por Teddy Vieira e Luís Raimundo, que foi gravado pela primeira vez pela dupla sertaneja Luizinho e Limeira em 1955 e uma das composições mais populares da música sertaneja, sendo até hoje lembrada. Vieira e Vierinha, Alvarenga e Ranchinho, Palmeira e Biá…impossível lembrar todos os grandes nomes da música sertaneja!

E é isto que será mostrado neste grande espetáculo, na voz inconfundível de Marcelo Santa Fé, acompanhado de grandes músicos, especialmente na viola e na sanfona: um pouco desse universo maravilhoso e que está na nossa memória, aguardando um momento para voltar a tona e nos encantar a todos.

Clássicos que estarão no show: Menino da Porteira, Saudade de Minha Terra, Rei do Gado, O Mineiro e o Italiano, Moreninha linda, Disparada, Mágoa de Boiadeiro, Boiadeiro Errante, Rio de Lágrimas, Amargurado, Último Julgamento, Tristeza do Jeca e muitas outras!

– acordeom: Adilson Ramos

– contrabaixo: Gulla

– viola: Thiago Paccola

– violão: Marcelo Santa Fé